sexta-feira, abril 23, 2004
Coimbra
Pintelho, este teu post deu-me saudades. Vou lá passar o fim de semana. Um bom 25 de Abril a todos.
Pintelho, este teu post deu-me saudades. Vou lá passar o fim de semana. Um bom 25 de Abril a todos.
quarta-feira, abril 21, 2004
Os ressabiados
Passou ontem na SIC Notícias uma reportagem com uns ex-pides, gente nostálgica de um império virtual, saudosos de uma dignidade que nem o país nem eles tinham. Gente ressabiada por ter sido impotente para contrariar os ventos da história. Gente com a lata de dizer que não existia tortura nas suas celas e que a PIDE não assassinou ninguém. É bom ver estas coisas para não nos esquecermos de como era um regime cada vez mais podre que amordaçou a liberdade até não poder mais, até ao dia em que esta chegou. Um regime que não soube evoluir porque estava na sua essência ser mesquinho, tacanho e atrasado.
É uma reportagem que nos mostra como esta gente despreza os direitos fundamentais e a dignidade do ser humano. Deixa-nos, apesar de tudo, felizes com o regime democrático que, mesmo com todas as suas imperfeições, tem esta imensa superioridade moral que é a de permitir a qualquer um dizer as imbecilidades que quiser, mesmo que seja para expressar o seu ódio a esse mesmo regime. Coisa que eles jamais permitiriam.
Passou ontem na SIC Notícias uma reportagem com uns ex-pides, gente nostálgica de um império virtual, saudosos de uma dignidade que nem o país nem eles tinham. Gente ressabiada por ter sido impotente para contrariar os ventos da história. Gente com a lata de dizer que não existia tortura nas suas celas e que a PIDE não assassinou ninguém. É bom ver estas coisas para não nos esquecermos de como era um regime cada vez mais podre que amordaçou a liberdade até não poder mais, até ao dia em que esta chegou. Um regime que não soube evoluir porque estava na sua essência ser mesquinho, tacanho e atrasado.
É uma reportagem que nos mostra como esta gente despreza os direitos fundamentais e a dignidade do ser humano. Deixa-nos, apesar de tudo, felizes com o regime democrático que, mesmo com todas as suas imperfeições, tem esta imensa superioridade moral que é a de permitir a qualquer um dizer as imbecilidades que quiser, mesmo que seja para expressar o seu ódio a esse mesmo regime. Coisa que eles jamais permitiriam.
FCP-Depor
O jogo ficou definitivamente marcado por uma actuação miserável de um árbitro incompetente que prejudicou principalmente o FCP mas que deixou razões de queixa às duas equipas. Na retina ficam-nos a expulsão ridícula do Jorge Andrade, o penalty por marcar sobre o Marco Ferreira mesmo no fim e uma falta sobre o Deco quando este ia isolado em direcção à baliza que ficou por marcar e sem o respectivo cartão. Ficou ainda por expulsar o Mauro Silva, além de uma data de pequenos erros ao longo de todo o jogo. Jogo que, diga-se, não foi nada brilhante, com uma equipa do Porto desgastada e cansada que não encontrou alternativas para ultrapassar uma defensiva do Corunha que esteve sempre muito segura. A registar apenas o excelente remate do Maniche à barra e o cabeceamento do Jankauskas ao lado. Com este resultado, fica tudo adiado para o Riazor, que se prevê também um jogo bastante táctico, onde a capacidade mental e força de vencer dos nossos jogadores poderá ser determinante. Mesmo fisicamente em baixo têm toda uma atitude e uma raça que os faz merecer toda a nossa confiança nestes momentos.
O jogo ficou definitivamente marcado por uma actuação miserável de um árbitro incompetente que prejudicou principalmente o FCP mas que deixou razões de queixa às duas equipas. Na retina ficam-nos a expulsão ridícula do Jorge Andrade, o penalty por marcar sobre o Marco Ferreira mesmo no fim e uma falta sobre o Deco quando este ia isolado em direcção à baliza que ficou por marcar e sem o respectivo cartão. Ficou ainda por expulsar o Mauro Silva, além de uma data de pequenos erros ao longo de todo o jogo. Jogo que, diga-se, não foi nada brilhante, com uma equipa do Porto desgastada e cansada que não encontrou alternativas para ultrapassar uma defensiva do Corunha que esteve sempre muito segura. A registar apenas o excelente remate do Maniche à barra e o cabeceamento do Jankauskas ao lado. Com este resultado, fica tudo adiado para o Riazor, que se prevê também um jogo bastante táctico, onde a capacidade mental e força de vencer dos nossos jogadores poderá ser determinante. Mesmo fisicamente em baixo têm toda uma atitude e uma raça que os faz merecer toda a nossa confiança nestes momentos.
Discos pedidos 7
A abrir o apetite para Junho... Um pouco de Pixies.
hey
been trying to meet you
hey
must be a devil between us
or whores in my head
whores at my door
whores in my bed
but hey
where
have you
been if you go i will surely die
we're chained
uh said the man to the lady
uh said the lady to the man she adored
and the whores like a choir
go uh all night
and mary ain't you tired of this
uh
is
the
sound
that the mother makes when the baby breaks
we're chained
A abrir o apetite para Junho... Um pouco de Pixies.
hey
been trying to meet you
hey
must be a devil between us
or whores in my head
whores at my door
whores in my bed
but hey
where
have you
been if you go i will surely die
we're chained
uh said the man to the lady
uh said the lady to the man she adored
and the whores like a choir
go uh all night
and mary ain't you tired of this
uh
is
the
sound
that the mother makes when the baby breaks
we're chained
terça-feira, abril 20, 2004
A (R)evolução está na rua
Uma bela página de combate àqueles que querem reescrever a história. Para que a memória não se apague.
Uma bela página de combate àqueles que querem reescrever a história. Para que a memória não se apague.
Para os mais distraídos...
A notícia de baixo não é verdade. É o outro gang do Minho. Mas mesmo esses já estão soltos por causa de - imagine-se, raríssimo neste país! - "erros processuais". Porém, esta é verdade. O homem dos sete ofícios está detido para interrogatório.
A notícia de baixo não é verdade. É o outro gang do Minho. Mas mesmo esses já estão soltos por causa de - imagine-se, raríssimo neste país! - "erros processuais". Porém, esta é verdade. O homem dos sete ofícios está detido para interrogatório.
segunda-feira, abril 19, 2004
Otite
Ouvido inchado, dorido e com sangue a querer brotar que de vez em quando dá meia-volta e sai pelo nariz. Na clínica indicam-me a solução: Megaflox, Zyrtec, Dol-u-ron Forte e Spidifen. Uma maravilha. Convém evitar beber e conduzir. Mesmo em separado. Vou ali apanhar uma overdose e já volto.
Ouvido inchado, dorido e com sangue a querer brotar que de vez em quando dá meia-volta e sai pelo nariz. Na clínica indicam-me a solução: Megaflox, Zyrtec, Dol-u-ron Forte e Spidifen. Uma maravilha. Convém evitar beber e conduzir. Mesmo em separado. Vou ali apanhar uma overdose e já volto.
Profetas
Vinha eu todo contente escrever uns posts sobre a entrevista do lunático Bakri, satisfeito da vida porque finalmente ia fazer uma coisa com piada e original e constato que esse maléfico anarca Rui Tavares me roubou a ideia. E ainda por cima resolveu exibir-se em grande: eu tinha pensado em fazer 3 ou 4 posts mas não, o sujeito atira com 14(?) posts retirados da entrevista! Até fiquei sem vontade de escrever fosse o que fosse, maldizendo os islâmicos, o Sheik e as suas bandeiras verdes, a blogosfera e o Rui Tavares. Obrigadinho, pá. Ardam todos no fogo dos infernos. Fornicadores!
Vinha eu todo contente escrever uns posts sobre a entrevista do lunático Bakri, satisfeito da vida porque finalmente ia fazer uma coisa com piada e original e constato que esse maléfico anarca Rui Tavares me roubou a ideia. E ainda por cima resolveu exibir-se em grande: eu tinha pensado em fazer 3 ou 4 posts mas não, o sujeito atira com 14(?) posts retirados da entrevista! Até fiquei sem vontade de escrever fosse o que fosse, maldizendo os islâmicos, o Sheik e as suas bandeiras verdes, a blogosfera e o Rui Tavares. Obrigadinho, pá. Ardam todos no fogo dos infernos. Fornicadores!
Terror
Ouço, vejo, e fico horrorizado. Mudo de canal rapidamente, vou parar ao Canal História, onde está a dar um documentário sobre canibalismo. Sinto-me feliz e aliviado quando olho para a televisão: já não está lá José Cid.
Ouço, vejo, e fico horrorizado. Mudo de canal rapidamente, vou parar ao Canal História, onde está a dar um documentário sobre canibalismo. Sinto-me feliz e aliviado quando olho para a televisão: já não está lá José Cid.
domingo, abril 18, 2004
Com a América até ao fim
Este título de um texto sobre a recente cimeira entre Bush e o caniche Blair, que agora até apoia o plano de separação unilateral de Sharon, que mais não é do que uma legitimação do roubo de terras à Cisjordânia, espelha bem a posição da sua autora. Aliás, é curioso que, mais de um ano após a invasão, os apoiantes da guerra ainda continuem desesperadamente a tentar demonstrar que esta foi justa, debitando insistentemente os sound-bytes que já ouvimos há demasiado tempo. E o que nos diz então Teresa de Sousa?
"...como indispensável era eliminar um regime que se ria das resoluções da ONU"
Pois claro, e há que estar sempre ao lado dos países que as cumprem ao máximo, esses países extremamente respeitadores tipo Israel, não é?
"...que dispunha de armas de destruição maciça"
Isto quase já nem vale a pena comentar. Aqui já ultrapassamos os limites do racional. Começa a ser patológico o modo como ainda há gente que nos vem falar das armas nesta altura.
"...e que constituía o principal factor de insegurança na região."
O Iraque não era factor de insegurança para nenhum país vizinho desde a primeira Guerra do Golfo, tendo vindo a ser regularmente bombardeado durante os 12 anos seguintes. O regime de Bagdad não conseguiria ameaçar nem o Bairro do Carandá se fosse seu vizinho.
Um conselho: parem de tentar justificar o injustificável e dediquem o vosso tempo a pensar em algo de mais útil, como sair do atoleiro onde se meteram. Assim apenas se enterram cada vez mais.
Este título de um texto sobre a recente cimeira entre Bush e o caniche Blair, que agora até apoia o plano de separação unilateral de Sharon, que mais não é do que uma legitimação do roubo de terras à Cisjordânia, espelha bem a posição da sua autora. Aliás, é curioso que, mais de um ano após a invasão, os apoiantes da guerra ainda continuem desesperadamente a tentar demonstrar que esta foi justa, debitando insistentemente os sound-bytes que já ouvimos há demasiado tempo. E o que nos diz então Teresa de Sousa?
"...como indispensável era eliminar um regime que se ria das resoluções da ONU"
Pois claro, e há que estar sempre ao lado dos países que as cumprem ao máximo, esses países extremamente respeitadores tipo Israel, não é?
"...que dispunha de armas de destruição maciça"
Isto quase já nem vale a pena comentar. Aqui já ultrapassamos os limites do racional. Começa a ser patológico o modo como ainda há gente que nos vem falar das armas nesta altura.
"...e que constituía o principal factor de insegurança na região."
O Iraque não era factor de insegurança para nenhum país vizinho desde a primeira Guerra do Golfo, tendo vindo a ser regularmente bombardeado durante os 12 anos seguintes. O regime de Bagdad não conseguiria ameaçar nem o Bairro do Carandá se fosse seu vizinho.
Um conselho: parem de tentar justificar o injustificável e dediquem o vosso tempo a pensar em algo de mais útil, como sair do atoleiro onde se meteram. Assim apenas se enterram cada vez mais.
Página 31
Alguém certamente sem mais nada de interessante para fazer decidiu criar uma corrente blogosférica na qual se cumpre o seguinte procedimento:
1. Pegue no livro que estiver mais perto de si.
2. Abra-o na página 31.
3. Sublinhe a lápis a primeira frase completa que encontrar.
4. Publique-a no seu blog, juntamente com estas instruções. (faça-o nos comentários deste postalhito, se não possuir o seu próprio weblog).
Não sublinhei a lápis e não faço ideia porque foi escolhida a página 31 e não outra qualquer, mas cá vai:
"Raras vezes o interesse público terá manipulado o Direito Internacional de maneira mais gritante"
No Impasses, de Fernando Gil e Paulo Tunhas, a bíblia dos belicistas, certamente escrito com toda a boa-fé e imparcialidade.
Ah, isto chegou-me pelo Pintelho e chegou-lhe a ele por outros blogues, vão ver, estão lá os links.
Alguém certamente sem mais nada de interessante para fazer decidiu criar uma corrente blogosférica na qual se cumpre o seguinte procedimento:
1. Pegue no livro que estiver mais perto de si.
2. Abra-o na página 31.
3. Sublinhe a lápis a primeira frase completa que encontrar.
4. Publique-a no seu blog, juntamente com estas instruções. (faça-o nos comentários deste postalhito, se não possuir o seu próprio weblog).
Não sublinhei a lápis e não faço ideia porque foi escolhida a página 31 e não outra qualquer, mas cá vai:
"Raras vezes o interesse público terá manipulado o Direito Internacional de maneira mais gritante"
No Impasses, de Fernando Gil e Paulo Tunhas, a bíblia dos belicistas, certamente escrito com toda a boa-fé e imparcialidade.
Ah, isto chegou-me pelo Pintelho e chegou-lhe a ele por outros blogues, vão ver, estão lá os links.
sexta-feira, abril 16, 2004
Not in Rio
Apoio inteiramente. Eu também não vou. Com tantos festivais de Verão (ainda por cima com a vantagem de serem descentralizados, realizados nos lugares mais improváveis), um mega-evento como este na capital, com escolhas de qualidade duvidosa e a preços impróprios é uma coisa um bocado contra-natura. Se por essa altura tiver possibilidade de me dedicar à música, a minha escolha vai mesmo para os Pixies.
Apoio inteiramente. Eu também não vou. Com tantos festivais de Verão (ainda por cima com a vantagem de serem descentralizados, realizados nos lugares mais improváveis), um mega-evento como este na capital, com escolhas de qualidade duvidosa e a preços impróprios é uma coisa um bocado contra-natura. Se por essa altura tiver possibilidade de me dedicar à música, a minha escolha vai mesmo para os Pixies.
quinta-feira, abril 15, 2004
Fiesta
Voltou da oficina com novos rolamentos, nova bateria e novo motor de arranque. O meu carro cada vez mais se parece com a Lili Caneças: não tem nada originalmente seu.
Não sei porquê, o blog está a dar erro: se entrar por http://www.postsdepescada.blogspot.com/ as actualizações não aparecem. Para ver o blog actualizado, entre por http://postsdepescada.blogspot.com/
Espero que isto entretanto se recomponha.
Voltou da oficina com novos rolamentos, nova bateria e novo motor de arranque. O meu carro cada vez mais se parece com a Lili Caneças: não tem nada originalmente seu.
Não sei porquê, o blog está a dar erro: se entrar por http://www.postsdepescada.blogspot.com/ as actualizações não aparecem. Para ver o blog actualizado, entre por http://postsdepescada.blogspot.com/
Espero que isto entretanto se recomponha.
Vocês sabem do que é que eu estou a falar
Tudo aquilo que nunca fez parte da minha maneira de estar no futebol e na vida: mentira, intriga, traição, falta de lealdade, de ética...
Octávio Machado, em entrevista à revista Doze
Tudo aquilo que nunca fez parte da minha maneira de estar no futebol e na vida: mentira, intriga, traição, falta de lealdade, de ética...
Octávio Machado, em entrevista à revista Doze
quarta-feira, abril 14, 2004
José Manuel Fernandes para o Iraque já!
Todas as semanas o homem nos vem recordar que a guerra foi justa, que é preciso continuar a ocupação, mandar mais tropas, terminar a tarefa de espalhar a democracia à lei da bomba. Hoje, no seu editorial, disse qualquer coisa como isto:
É este o mundo em que vivemos. Um mundo que exige cooperação e coragem. Um mundo que não autoriza que se enviem aos terroristas mensagens de fraqueza, como as enviadas pelos países (França e Alemanha) que apelaram aos seus civis para abandonarem o Iraque. Ou por Durão Barroso, que fez questão de dizer que não garantia a segurança dos oito (repito: oito) civis portugueses. É isso que os terroristas querem ouvir.
Respeitemos os seus instintos belicistas e façamos-lhe pois a vontade. O Barnabé lançou a petição e temos todos a obrigação moral de contribuir para a felicidade deste herói dos tempos modernos. A dele e a nossa. Assinem!
Todas as semanas o homem nos vem recordar que a guerra foi justa, que é preciso continuar a ocupação, mandar mais tropas, terminar a tarefa de espalhar a democracia à lei da bomba. Hoje, no seu editorial, disse qualquer coisa como isto:
É este o mundo em que vivemos. Um mundo que exige cooperação e coragem. Um mundo que não autoriza que se enviem aos terroristas mensagens de fraqueza, como as enviadas pelos países (França e Alemanha) que apelaram aos seus civis para abandonarem o Iraque. Ou por Durão Barroso, que fez questão de dizer que não garantia a segurança dos oito (repito: oito) civis portugueses. É isso que os terroristas querem ouvir.
Respeitemos os seus instintos belicistas e façamos-lhe pois a vontade. O Barnabé lançou a petição e temos todos a obrigação moral de contribuir para a felicidade deste herói dos tempos modernos. A dele e a nossa. Assinem!
Páscoa a voar
Às vezes os calendários são marcados de forma absurda. Na Universidade do Minho, temos férias de 5a feira até hoje (ontem), 3a feira. Nem a uma semana completa temos direito. Se formos a contar em termos reais, constata-se que: 5a feira à tarde houve tolerância de ponto; 6a foi feriado; depois fim-de-semana; e 2a feira é feriado não oficial em Braga, a cidade simplesmente está parada. Chega-se à conclusão que tivemos a miséria de um dia e meio de férias! Porra, já nem para isto a Páscoa serve...
Às vezes os calendários são marcados de forma absurda. Na Universidade do Minho, temos férias de 5a feira até hoje (ontem), 3a feira. Nem a uma semana completa temos direito. Se formos a contar em termos reais, constata-se que: 5a feira à tarde houve tolerância de ponto; 6a foi feriado; depois fim-de-semana; e 2a feira é feriado não oficial em Braga, a cidade simplesmente está parada. Chega-se à conclusão que tivemos a miséria de um dia e meio de férias! Porra, já nem para isto a Páscoa serve...
quinta-feira, abril 08, 2004
Antes de ir...
Deixo-vos com uma imagem. Enjoy!
"Os dias no Norte estão cada vez mais bonitos"
Carlos Daniel, no Jornal da Tarde
Deixo-vos com uma imagem. Enjoy!
"Os dias no Norte estão cada vez mais bonitos"
Carlos Daniel, no Jornal da Tarde
Encontro de irmãos
Já há muito tempo não via o FC Porto tão dominado como na primeira parte em Lyon, apesar do controlo absoluto do jogo na segunda metade. Naturalmente, vêm agora os suspeitos do costume dizer que os franceses eram fracos. Mas o que falta mesmo a esta equipa é algum traquejo destas coisas porque qualidade de jogo eles têm para dar e vender. Além disso, o seu treinador esteve tacticamente irrepreensível na primeira parte, com uma estratégia que deixou os nossos laterais às aranhas e Mourinho surpreendido. Porém, com o segundo golo, tudo ficou resolvido. O que nos fez vencer a eliminatória foi aquela classe extra e killer instinct que definem as equipas realmente grandes. Individualmente, tivemos um bravo Baía, um mágico chamado Deco de regresso e um Maniche que é cada vez mais indiscutivelmente o melhor jogador português do momento (como é absurdo não ir à selecção!). Cada vez estão mais gastos os elogios para os nossos heróis, cada vez há menos limites para o nosso sonho. No caminho desse sonho está para já um SuperDepor. Marcar 4 golos à melhor defesa do mundo era inimaginável. Apesar de algo irregular, esta equipa tem uma capacidade ofensiva monstra, com jogadores como Tristán, Luque, Valerón ou Pandiani. Esperam-nos grandes dificuldades neste jogo em que se vai decidir qual será o representante deste nosso Eixo Noroeste que partirá à conquista da Europa. A outra meia-final vai ser também inédita: o milionário Chelsea contra o surpreendente Mónaco (que gozo deu ver aquela vingança do Morientes). Este é o ano da re-democratização da Liga, no qual os "nascidos para vencer" foram arredados ainda antes das meias-finais, no que é toda uma lição para a arrogância dos poderosos. Esperemos que seja para manter.
Já há muito tempo não via o FC Porto tão dominado como na primeira parte em Lyon, apesar do controlo absoluto do jogo na segunda metade. Naturalmente, vêm agora os suspeitos do costume dizer que os franceses eram fracos. Mas o que falta mesmo a esta equipa é algum traquejo destas coisas porque qualidade de jogo eles têm para dar e vender. Além disso, o seu treinador esteve tacticamente irrepreensível na primeira parte, com uma estratégia que deixou os nossos laterais às aranhas e Mourinho surpreendido. Porém, com o segundo golo, tudo ficou resolvido. O que nos fez vencer a eliminatória foi aquela classe extra e killer instinct que definem as equipas realmente grandes. Individualmente, tivemos um bravo Baía, um mágico chamado Deco de regresso e um Maniche que é cada vez mais indiscutivelmente o melhor jogador português do momento (como é absurdo não ir à selecção!). Cada vez estão mais gastos os elogios para os nossos heróis, cada vez há menos limites para o nosso sonho. No caminho desse sonho está para já um SuperDepor. Marcar 4 golos à melhor defesa do mundo era inimaginável. Apesar de algo irregular, esta equipa tem uma capacidade ofensiva monstra, com jogadores como Tristán, Luque, Valerón ou Pandiani. Esperam-nos grandes dificuldades neste jogo em que se vai decidir qual será o representante deste nosso Eixo Noroeste que partirá à conquista da Europa. A outra meia-final vai ser também inédita: o milionário Chelsea contra o surpreendente Mónaco (que gozo deu ver aquela vingança do Morientes). Este é o ano da re-democratização da Liga, no qual os "nascidos para vencer" foram arredados ainda antes das meias-finais, no que é toda uma lição para a arrogância dos poderosos. Esperemos que seja para manter.
quarta-feira, abril 07, 2004
Definição de um mito
É 10 anos depois causar uma escrita perturbada e perturbadora assim.
He's the one
Who likes all the pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he knows not what it means
Knows not what it means, when I say...
É 10 anos depois causar uma escrita perturbada e perturbadora assim.
He's the one
Who likes all the pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he knows not what it means
Knows not what it means, when I say...
Sequências a acompanhar na blogosfera
As fantásticas imagens da revolução no Barnabé, os interessantes rankings do Cafajeste, a instrutiva série do Portugal Único na Klepsydra e, last but not the least, a excelente cobertura na frente de guerra da Ju.
As fantásticas imagens da revolução no Barnabé, os interessantes rankings do Cafajeste, a instrutiva série do Portugal Único na Klepsydra e, last but not the least, a excelente cobertura na frente de guerra da Ju.
terça-feira, abril 06, 2004
Voto em branco, abstenção e democracia
A abstenção é o voto fora do sistema, sim senhor. Mas é muitas vezes o voto da ignorância, da preguiça, ou do simples desinteresse. Por isso é que creio que, como voto de protesto, é mais merecedor de credibilidade o voto em branco do que a simples abstenção. O voto em branco, não sendo o “cartão amarelo à democracia”, é o cartão amarelo à democracia que temos, aos partidos que a compõe, é o "outro partido" que não existe e aí, pode-se considerar uma radicalidade maior na recusa do sistema. Pode ter variadas causas mas, para expressar descontentamento, tem muito mais poder e valor do que o acto de abster-se. Imaginemos que, seguindo Saramago, muitos dos habituais abstencionistas resolveriam votar em branco. Isso provocaria um sobressalto democrático bastante maior do que o manter da tradicional abstenção. Significava que todos aqueles que geralmente se queixam dos políticos, que “são todos iguais” tinham resolvido mexer-se, dar-se ao trabalho de fazer alguma coisa, e isso causaria certamente a apreensão dos partidos. Por isso é que, como manifestação de descontentamento, o voto em branco é uma opção mais inteligente do que ficar em casa. Parece-me que não é essa a intenção de Saramago (não li o livro), mas é uma ideia a reter. Quanto mais não seja, foi também para isto que se fez Abril: para que se tivesse o direito de escolher mas, não escolhendo, que se participe, quer deixando o papel em branco, quer escrevendo uns insultos no boletim. Não é agradável ver deitar fora algo que tanto custou a conquistar.
Não tem havido é tempo para raciocinar sobre isto, devido a todo o ruído que tem acompanhado a apresentação do Ensaio Sobre a Lucidez, ruído esse para o qual muito tem contribuído o próprio autor. Saramago é hoje um homem desiludido, amargo e ressabiado que, ao ver os seus sonhos ruírem, perdeu a fé na humanidade e tenta agora dedicar-se à destruição. É pena toda essa raiva estar a desviar as atenções de ideias que mereciam ser mais discutidas, a começar pela mais premente, a qualidade da democracia, sabermos por que corredores navega realmente o poder, tentar descobrir como podemos combater as suas inúmeras imperfeições. Mas Saramago está num ponto em que não lhe interessa combater essas imperfeições. Confunde esse combate com um combate contra a própria democracia no seu todo, onde já nem o próprio partido escapa. Diz que o sistema está doente e prefere a eutanásia à tentativa de cura. Dantes, tinha uma alternativa na manga, acreditava no comunismo e no homem novo. Agora parece que nem isso.
A abstenção é o voto fora do sistema, sim senhor. Mas é muitas vezes o voto da ignorância, da preguiça, ou do simples desinteresse. Por isso é que creio que, como voto de protesto, é mais merecedor de credibilidade o voto em branco do que a simples abstenção. O voto em branco, não sendo o “cartão amarelo à democracia”, é o cartão amarelo à democracia que temos, aos partidos que a compõe, é o "outro partido" que não existe e aí, pode-se considerar uma radicalidade maior na recusa do sistema. Pode ter variadas causas mas, para expressar descontentamento, tem muito mais poder e valor do que o acto de abster-se. Imaginemos que, seguindo Saramago, muitos dos habituais abstencionistas resolveriam votar em branco. Isso provocaria um sobressalto democrático bastante maior do que o manter da tradicional abstenção. Significava que todos aqueles que geralmente se queixam dos políticos, que “são todos iguais” tinham resolvido mexer-se, dar-se ao trabalho de fazer alguma coisa, e isso causaria certamente a apreensão dos partidos. Por isso é que, como manifestação de descontentamento, o voto em branco é uma opção mais inteligente do que ficar em casa. Parece-me que não é essa a intenção de Saramago (não li o livro), mas é uma ideia a reter. Quanto mais não seja, foi também para isto que se fez Abril: para que se tivesse o direito de escolher mas, não escolhendo, que se participe, quer deixando o papel em branco, quer escrevendo uns insultos no boletim. Não é agradável ver deitar fora algo que tanto custou a conquistar.
Não tem havido é tempo para raciocinar sobre isto, devido a todo o ruído que tem acompanhado a apresentação do Ensaio Sobre a Lucidez, ruído esse para o qual muito tem contribuído o próprio autor. Saramago é hoje um homem desiludido, amargo e ressabiado que, ao ver os seus sonhos ruírem, perdeu a fé na humanidade e tenta agora dedicar-se à destruição. É pena toda essa raiva estar a desviar as atenções de ideias que mereciam ser mais discutidas, a começar pela mais premente, a qualidade da democracia, sabermos por que corredores navega realmente o poder, tentar descobrir como podemos combater as suas inúmeras imperfeições. Mas Saramago está num ponto em que não lhe interessa combater essas imperfeições. Confunde esse combate com um combate contra a própria democracia no seu todo, onde já nem o próprio partido escapa. Diz que o sistema está doente e prefere a eutanásia à tentativa de cura. Dantes, tinha uma alternativa na manga, acreditava no comunismo e no homem novo. Agora parece que nem isso.
Discos pedidos 6
Kurt Cobain foi, sem dúvida, a voz fundamental da música nos anos 90, de uma sensibilidade e fragilidade raras que marcaram a sua vida e a sua morte. É uma figura urbana, filho do pior que tem a modernização, do tempo do individualismo e do fim das utopias, dos locais sem alma nem história. Herdeiro de um certo niilismo punk, a partir do momento em que se tornou mainstream vagueou perdido, vivendo sempre no limite, e esticou a corda até onde podia. Queria fugir mas não sabia para onde. Descobriu-o há 10 anos atrás.
Não sabia que música pôr aqui. Decidi-me pela escolha mais óbvia.
Load up on guns
And bring your friends
It's fun to lose
And to pretend
She's over bored
And self assured
Oh no, I know
A dirty word
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
With the lights out it's less dangerous
Here we are now
Entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now
Entertain us
A mulatto
An albino
A mosquito
My Libido
Yeah
I'm worse at what I do best
And for this gift I feel blessed
Our little group has always been
And always will until the end
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
With the lights out it's less dangerous
Here we are now
Entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now
Entertain us
A mulatto
An albino
A mosquito
My Libido
Yeah
And I forget
Just why I taste
Oh yeah, I guess it makes me smile
I found it hard
It’ss hard to find
Oh, well, whatever, nevermind
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
With the lights out it's less dangerous
Here we are now
Entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now
Entertain us
A mulatto
An albino
A mosquito
My Libido
Yeah, a denial
A denial
A denial...
Kurt Cobain foi, sem dúvida, a voz fundamental da música nos anos 90, de uma sensibilidade e fragilidade raras que marcaram a sua vida e a sua morte. É uma figura urbana, filho do pior que tem a modernização, do tempo do individualismo e do fim das utopias, dos locais sem alma nem história. Herdeiro de um certo niilismo punk, a partir do momento em que se tornou mainstream vagueou perdido, vivendo sempre no limite, e esticou a corda até onde podia. Queria fugir mas não sabia para onde. Descobriu-o há 10 anos atrás.
Não sabia que música pôr aqui. Decidi-me pela escolha mais óbvia.
Load up on guns
And bring your friends
It's fun to lose
And to pretend
She's over bored
And self assured
Oh no, I know
A dirty word
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
With the lights out it's less dangerous
Here we are now
Entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now
Entertain us
A mulatto
An albino
A mosquito
My Libido
Yeah
I'm worse at what I do best
And for this gift I feel blessed
Our little group has always been
And always will until the end
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
With the lights out it's less dangerous
Here we are now
Entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now
Entertain us
A mulatto
An albino
A mosquito
My Libido
Yeah
And I forget
Just why I taste
Oh yeah, I guess it makes me smile
I found it hard
It’ss hard to find
Oh, well, whatever, nevermind
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
hello hello hello, how low?
With the lights out it's less dangerous
Here we are now
Entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now
Entertain us
A mulatto
An albino
A mosquito
My Libido
Yeah, a denial
A denial
A denial...
Aqui posto de comando, escuto
Uma bela ideia para comemorar Abril na blogosfera, cortesia do pessoal do Grão de Areia e do guru Paulo Querido. Na minha qualidade de analfabeto informático, não sei como fazer trackback, mas pelo que leio será simples.
Nota: Este post foi alterado, porque não segui direito as instruções e o trackback não resultou.
Uma bela ideia para comemorar Abril na blogosfera, cortesia do pessoal do Grão de Areia e do guru Paulo Querido. Na minha qualidade de analfabeto informático, não sei como fazer trackback, mas pelo que leio será simples.
Nota: Este post foi alterado, porque não segui direito as instruções e o trackback não resultou.
segunda-feira, abril 05, 2004
Na Prova Oral: uma jovem bracarense acha que o Santuário do Sameiro é aquele que tem um escadório enorme e Rita Mendes não sabe onde fica Vila do Conde. Retratos de um país atrasado.
sexta-feira, abril 02, 2004
Eventuais comentários, reclamações, sugestões ou guerras abertas serão atendidos 2a feira. Até lá, estou de festa.
A voi Figo, a noi figa
Na noite chuvosa de 4a feira, a nossa selecção voltou a demonstrar falta de entrosamento, organização, qualidade e espírito para discutir um jogo contra uma equipa a sério (e que jogou sem metade dos titulares). Scolari continua a acreditar, quase dois anos depois, que as suas invenções podem dar algum resultado, como se fosse possível fazer funcionar uma equipa com o Beto no meio-campo, o Boa Morte a lateral esquerdo ou o Miguel a jogar. Continuamos ainda a assistir a esse absurdo que é o Ricardo ser titular da selecção, quando há no mínimo três guarda-redes a jogar bastante melhor que ele. Pior ainda é o melhor jogador português do momento (Maniche) continuar de fora...
Apesar de um excelente começo, não houve desenvolvimento e a equipa ia-se afundando à medida que o tempo passava, sofrendo dois golos inadmissíveis em jogadores internacionais. Os italianos brindaram-nos com a sua tradicional eficácia, mas já sabemos que é com coisas deste tipo que nos iremos enfrentar lá para Junho. Se no Europeu os resultados e as exibições forem tão miseráveis como têm sido até ao momento, Scolari será (justamente) linchado em praça pública.
Quanto ao estádio, desta vez tive uma perspectiva diferente pois fiquei na bancada inferior mas deu para confirmar a ideia que já tinha: é uma fantástica obra de arte do arquitecto Souto de Moura, de grande arrojo e ousadia, que dá uma nova perspectiva à envolvência do jogo. É de facto a "obra do regime" do consulado do actual presidente da Câmara Municipal de Braga, que representa também uma afirmação da herança histórica de todo um modo de fazer política (e futebol): pois se outros líderes da mesma estirpe legaram aos seus cidadãos obras como o Olímpico de Berlim, o Estádio de Oeiras ou, mais recentemente, o glorioso May Day em Pyogyang, porque motivo Braga não haveria de ter também uma obra de beleza e grandiosidade única?
Uma última nota para os stewards de serviço no estádio, de um profissionalismo e competência raros em Portugal, o que poderá ser um sinal de uma certa mudança de mentalidades num país que se prepara para receber visitantes de toda a Europa.
Na noite chuvosa de 4a feira, a nossa selecção voltou a demonstrar falta de entrosamento, organização, qualidade e espírito para discutir um jogo contra uma equipa a sério (e que jogou sem metade dos titulares). Scolari continua a acreditar, quase dois anos depois, que as suas invenções podem dar algum resultado, como se fosse possível fazer funcionar uma equipa com o Beto no meio-campo, o Boa Morte a lateral esquerdo ou o Miguel a jogar. Continuamos ainda a assistir a esse absurdo que é o Ricardo ser titular da selecção, quando há no mínimo três guarda-redes a jogar bastante melhor que ele. Pior ainda é o melhor jogador português do momento (Maniche) continuar de fora...
Apesar de um excelente começo, não houve desenvolvimento e a equipa ia-se afundando à medida que o tempo passava, sofrendo dois golos inadmissíveis em jogadores internacionais. Os italianos brindaram-nos com a sua tradicional eficácia, mas já sabemos que é com coisas deste tipo que nos iremos enfrentar lá para Junho. Se no Europeu os resultados e as exibições forem tão miseráveis como têm sido até ao momento, Scolari será (justamente) linchado em praça pública.
Quanto ao estádio, desta vez tive uma perspectiva diferente pois fiquei na bancada inferior mas deu para confirmar a ideia que já tinha: é uma fantástica obra de arte do arquitecto Souto de Moura, de grande arrojo e ousadia, que dá uma nova perspectiva à envolvência do jogo. É de facto a "obra do regime" do consulado do actual presidente da Câmara Municipal de Braga, que representa também uma afirmação da herança histórica de todo um modo de fazer política (e futebol): pois se outros líderes da mesma estirpe legaram aos seus cidadãos obras como o Olímpico de Berlim, o Estádio de Oeiras ou, mais recentemente, o glorioso May Day em Pyogyang, porque motivo Braga não haveria de ter também uma obra de beleza e grandiosidade única?
Uma última nota para os stewards de serviço no estádio, de um profissionalismo e competência raros em Portugal, o que poderá ser um sinal de uma certa mudança de mentalidades num país que se prepara para receber visitantes de toda a Europa.