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quarta-feira, março 31, 2004

PMB
Queria escrever um post sobre essa organização terrorista que dá pelo nome de Polícia Municipal mas manobras conspirativas impedem-me. O silêncio será quebrado em breve.

Pintelho:
Como parece óbvio, estás a vencer esta guerra por falta de comparência do adversário. Mas treme, Pintelho, treme! Eu voltarei, qual D. Sebastião, envolto no nevoeiro! E, aí, nada poderás fazer contra a Força! Nem sabes o que te espera: o teu mundo blogosférico será destruído e sobre as pintelhianas ruínas proclamar-me-ei Senhor dos Posts!
Toda a informação sobre a batalha no competente e isento órgão de informação que dá pelo nome de Iss’agora.

P.S: Decidi declarar ontem uma trégua unilateral (apesar de disso não teres tido conhecimento) e espalhei o teu anúncio pelos placards da UM. Obviamente, a trégua durou menos de um dia e foi já quebrada por mim.

sexta-feira, março 26, 2004

Jornada europeia
Correu bem ao FC Porto, com uma vitória que nos põe com um pé nas meias-finais da Liga dos Campeões. Como sempre, houve quem desvalorizasse, dizendo que o Lyon é fraco e tal, nem merece estas na Liga, enfim, o costume. O FCP podia jogar contra todas as grandes equipas do mundo, que apareciam por aí os mesmos palhacitos do costume a dizer que “eles até não são bons e estavam fora de forma e faltam jogadores e prontos…”.
Quanto ao Benfica, caiu de pé, consta que fez uma excelente exibição mas foi, para não variar, traído pela defesa. Pelo que vi, o lateral direito mais querido do nosso país esteve ao seu nível. Não gosto de me repetir, mas pela última vez vou dizê-lo: Miguel é um jogador de uma banalidade e inutilidade flagrante, que não tem o mínimo estofo para jogar numa grande equipa. Admito que será um bom jogador para actuar contra o Moreirense ou o Alverca, mas quando toca a jogos decisivos contra equipas a sério, o hábito é enterrar a sua equipa.

Enquanto escrevia o post anterior reparei numa coisa curiosa: o Word não reconhece a existência da palavra Messias com letra minúscula. Quem disse que estas máquinas são autómatos frios? Até têm uma invulgar sensibilidade religiosa.
(Já agora, não aceita também a palavra “Word” com minúscula. A pretensão e vaidade das máquinas, essas sim, são reconhecidas universalmente.)

Depois de Yassin
O velhinho de cadeira de rodas e aspecto mitológico não era flor que se cheirasse. Com o seu ar de messias, arrastou muitos para o martírio em nome de uma pretensa “Grande Palestina”, purificada de judeus e vivendo sob as leis do Corão. Nesse aspecto, nada há a lamentar pela morte deste homem, tal como sucederia se acontecesse o inverso, ou seja, se o Hamas assassinasse Sharon. Porém, isto foi um acto inadmissível para um Estado que se diz democrático como é Israel e significou simplesmente que aos fanáticos respondem fanáticos, sendo que o problema maior é que do lado israelita estes estão no poder, ao contrário do que acontece na Palestina. Assim, esta atitude pode ser entendida de duas maneiras: ou foi uma tentativa de aniquilamento pelo topo do Hamas, numa lógica de demonstração de força, o que é perfeitamente verosímel, uma vez que a linguagem da violência é a única que o Likud conhece, mas que terá provavelmente efeitos contraproducentes, já que, apesar do carisma de Yassin, o Hamas sobreviver-lhe-à e pode ainda ganhar mais força junto de uma opinião pública palestiniana desesperada, numa estratégia de vitimização e glorificação de Yassin como o mártir que morreu pela pátria e pelo Islão.
Outra hipótese, mais remota, é a de que o ataque terá sido feito já a contar conscientemente com a escalada de violência, jogando com a atmosfera de medo que provocará a retaliação dos grupos palestinianos e que culminará com os detentores do poder em Israel a pregarem que o seu muro é a panaceia para o terror e a única maneira de manterem a sobrevivência do seu Estado, etc. e tal, esperando que o amigo americano diga ámen às suas pretensões.
Em todo o caso, tudo isto provocará reacçoes, em menor ou maior escala, aumentado ainda o sentimento de ódio em relação ao Estado judaico por parte dos palestinianos, uma vez que para muitos deles o Hamas, antes de ser uma organização terrorista, é aquela associação que construiu uma grande parte dos poucos hospitais e escolas existentes nos territórios ocupados, substituindo-se muitas vezes à paralisada Autoridade de Arafat que, quer pela sua própria corrupção e burocracia, quer pelo bloqueio de movimentos imposto pelos ocupantes, é altamente ineficaz. Sharon decidiu jogar um jogo perigoso e mortífero. Dê lá por onde der, não vejo como possa correr bem.

I’m back
A pedido de várias famílias, o PdP retoma alguma actividade. Lamento informar os fans de que esta continuará muito provavelmente a ser ocasional, já que não ganho para isto. Na medida do possível, procurarei corresponder às expectativas das multidões em polvorosa à espera de um post. Dois posts em duas semanas tiveram como efeito uns números miseráveis no site-meter e, mais grave ainda, a ultrapassagem do Pintelho ao PdP nos rankings cá da paróquia. Não escaparás! A partir deste momento declaro jihad ao Pintelho!

sexta-feira, março 19, 2004



Volto tarde à blogosfera, mas ainda a tempo de entrar na corrente.
Manifestação contra a guerra e o terror. Amanhã às 15h na Praça da Batalha no Porto e no Largo de Camões em Lisboa.

domingo, março 14, 2004

PSOE ganhou
Neste momento, está José Blanco a anunciar a vitória do PSOE nas eleições espanholas. É uma surpresa, mas é também uma demonstração por parte dos espanhóis que não gostam que lhes ocultem a verdade. O governo de Aznar tentou até ao limite vender a tese da culpa da ETA, o que presumivelmente os favoreceria em termos eleitorais. Em Espanha ontem saiu-se à rua para pedir a verdade dos factos. Sinceramente, não gostei de ver uma manifestação num dia de reflexão. Porém, isso acabou por ser uma reacção natural e emotiva perante a vergonhosa falta de transparência de membros do governo que, também ainda ontem faziam propaganda da sua versão dos factos, sendo que toda esta agitação que produziu um acto eleitoral atípico é compreensível devido a todas as emoções estarem ainda à flor da pele.
Com a quase certeza da atribuição dos atentados à Al-Qaeda, o efeito acabou por surtir ao contrário. Para além do peso decisivo que terá tido a reacção oportunista do PP aos ataque, os espanhóis reflectiram sobre aquilo que tem sido a política externa do seu governo e reflectiram que é preciso tomar outro caminho que não seja o seguidismo cego em relação a George Bush. Aperceberam-se que a guerra no Iraque tornou, ao contrário do que supunha a coligação, o mundo mais inseguro e não o contrário. A guerra nada adiantou em relação ao combate ao terrorismo pela simples razão que o regime de Saddam, por mais odioso que fosse, nada tinha a ver com o fundamentalismo religioso de Bin Laden. Aliás, só depois da guerra é que a Al-Qaeda ganhou espaço no Iraque. Assim, essa guerra favoreceu objectivamente o terrorismo internacional ao invés de enfraquecê-lo. O insuspeito New York Times disse, logo no dia seguinte ao 11 de Março, o seguinte:
Indeed, each new terrorist act demonstrates that military action alone is not the solution. Terrorism cannot be eradicated simply by driving the Taliban out of Kabul or capturing Saddam Hussein.
O combate ao terrorismo é necessariamente um combate que nada tem a ver com aquilo que foi a guerra iraquiana e é bom que os líderes europeus se vão apercebendo disso, que para vencer o terror é necessário focar os objectivos certos e não embarcar em aventuras perigosas e inconsequentes como foi a invasão do Iraque. Voltando a Espanha, gostei ainda menos de ouvir, dois dias depois dos atentados, chamarem assassino a Aznar como se ele fosse o responsável directo pela barbárie. A sua actuação global nada teve de positivo e poderá haver uma certa relação entre essa mesma actuação e o facto de os terroristas terem escolhido Madrid como alvo, mas os actos tenebrosos a que assistimos esta semana têm de ser imputados única e exclusivamente aos seus mentores, fanáticos inimigos da liberdade e da democracia. Já ouvi muito quem dissesse que o combate ao terrorismo “é o mesmo em Madrid, Nova Iorque ou Bagdad”. Isso é verdade agora, mas não era há pouco mais de um ano. Foi quando o PP começou a perder estas eleições.


sexta-feira, março 12, 2004

Madrid
Não há de facto muito a dizer. Seja quem for que tenha cometido o acto, é terrorismo puro, é a expressão do que de mais baixo e miserável tem o ser humano. Neste momento são 192 os mortos causados pela irracionalidade de assassinos fanáticos. Quanto a mim, acabei por não ir lá, como tinha planeado antes disto acontecer. Se o atentado fosse 24 horas mais tarde, estaria provavelmente num comboio entre Chamartín e Atocha.

quinta-feira, março 11, 2004

Vacaciones
Este fim de semana. Volto 2ª feira.
"Em defesa do empréstimo público nas bibliotecas portuguesas"
A Comissão Europeia de vez em quando tem destas anormalidades. Agora querem-nos fazer pagar uma taxa de cada vez que quisermos requisitar um livro numa biblioteca. A Associaçao Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas pôs a circular uma petição contra esta directiva. Pode assinar aqui.

"A Comissão Europeia, a 16 de Janeiro de 2004, decidiu pedir a formalmente informações a Espanha, França, Itália, Irlanda, Luxemburgo e Portugal no que se refere à aplicação a nível nacional do direito de comodato público harmonizado nos termos da Directiva 92/100/CEE relativa ao direito de aluguer, ao direito de comodato e a certos direitos conexos aos direitos de autor em matéria de propriedade intelectual.
Isto significa que há o risco de ser instituída uma taxa sobre o empréstimo de livros e outros documentos nas bibliotecas portuguesas, sejam elas públicas, escolares, universitárias ou outras.
Num país como Portugal, em que as dificuldades económicas e os incipientes hábitos de leitura dificultam o acesso de vastos sectores da sociedade ao conhecimento e à cultura, uma medida dessa natureza seria catastrófica, asfixiando os trabalhos em curso de promoção da leitura e constituindo um passo na direcção errada, no caminho da requalificação dos portugueses, para enfrentarem com sucesso os desafios da designada sociedade do conhecimento.
Estas medidas acabariam por «matar a galinha dos ovos de ouro» com efeitos nefastos para os próprios autores. As bibliotecas, caso tenham de desviar parte do seu orçamento para o pagamento de taxas por empréstimo, começariam a adquirir menos livros. Os autores deixariam de contar com as bibliotecas para divulgar as suas obras. Deixariam de contar com as bibliotecas para adquirir as suas obras. No mercado livreiro português, com tiragens que raramente ultrapassam os 3000 exemplares, as bibliotecas representarão, em muitos casos, pelo menos 10% das vendas.
Acompanhando o movimento europeu de contestação a esta tomada de posição da Comissão Europeia, a Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas – BAD, solicita a divulgação / e apoio ao presente manifesto, exigindo ao Governo de Portugal que mantenha as isenções relativas a Bibliotecas, Arquivos e Museus, contempladas no Decreto-lei nº 223/97, de 27 de Novembro."

terça-feira, março 09, 2004

GRANDE! GLORIOSO! FANTÁSTICO!

segunda-feira, março 08, 2004

No teatro dos sonhos


Vitor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha, Maniche, Deco, Alenitchev e Carlos Alberto; Benni McCarthy

Discos pedidos 5
Agora existe um blog cuja actividade predilecta parece ser atacar o Barnabé. Mas diz que tem ainda outro propósito, mais nobre e menos cómico. Eu ajudo.

Pulp - Common People
She came from Greece she had a thirst for knowledge,
she studied sculpture at Saint Martin's College,
that's where I
caught her eye.
She told me that her Dad was loaded,
I said "In that case I'll have a rum and coca-cola."
She said "Fine."
and in thirty seconds time she said,

"I want to live like common people,
I want to do whatever common people do,
I want to sleep with common people,
I want to sleep with common people,
like you."

Well what else could I do -
I said "I'll see what I can do."
I took her to a supermarket,
I don't know why but I had to start it somewhere,
so it started there.
I said pretend you've got no money,
she just laughed and said
"Oh you're so funny."
I said "yeah?
Well I can't see anyone else smiling in here.
Are you sure you want to live like common people,
you want to see whatever common people see,
you want to sleep with common people,
you want to sleep with common people,
like me."
But she didn't understand,
she just smiled and held my hand.
Rent a flat above a shop,
cut your hair and get a job.
Smoke some fags and play some pool,
pretend you never went to school.
But still you'll never get it right,
cos when you're laid in bed at night,
watching roaches climb the wall,
if you call your Dad he could stop it all.

You'll never live like common people,
you'll never do what common people do,
you'll never fail like common people,
you'll never watch your life slide out of view,
and dance and drink and screw,
because there's nothing else to do.

Sing along with the common people,
sing along and it might just get you through,
laugh along with the common people,
laugh along even though they're laughing at you,
and the stupid things that you do.
Because you think that poor is cool.

I want to live with common people,
I want to live with common people like you

A anedota da formiga e do elefante
(actualizada)
Paulo Portas diz que Mário Soares não aceita debater com ele porque "tem medo".

Há os reformados que se dedicam ao dominó, outros à Sueca, outros brincam com os netos. Soares entretem-se a enervar o Paulinho das Feiras. É um passatempo saudável.

domingo, março 07, 2004

Coisas de que gosto nos domingos
O compacto da “Murphy Brown” na SIC Mulher. São muitos episódios, vê-los todos é exagerado, mas um ou dois é sempre saudável.

Um mundo perfeito
Às vezes surpreendemo-nos pela positiva. O sinistro Coutinho fala esta semana, também no Expresso, da injustiça que é não haver um muito maior reconhecimento a “Um Mundo Perfeito”, um dos mais belos filmes que já vi. Num mundo perfeito, JPC era crítico de cinema.

Cartões de consumo
O Vítor Raínho alertou para isto no Expresso aqui há umas semanas: a irreprimível tendência dos nossos bares e discotecas de utilizar essa invenção chamada cartão de consumo. Esta prática, muito comum cá para cima e também no Algarve, provoca filas enormes para pagar e é muitas vezes causa de confusão à saída, já que há muito quem, depois de uma noite, não tenha paciência para estar uma hora em frente às caixas num aperto hajista. Um pouco de bom senso por parte dos donos destas casas evitava o desespero dos clientes, assim como dos funcionários, muitas vezes insultados e enxovalhados por quem já só pensa em ir dormir ou comer.

Levados ao colo pelos jornalistas
O Bloco de Esquerda é quase sempre apontado pela direita e pelo PC como sobrevalorizado pela comunicação social, que por ele tem grande simpatia, pelo que lhe segue e noticia todos os passos. Esta 6ª feira, realizou-se em Braga um jantar comemorativo dos 5 anos do BE, com a presença de Miguel Portas, candidato às próximas eleições europeias. Jornalistas presentes: zero. Abençoada “boa imprensa", imagino se não a tivessémos...

Esta merda tem um nome
É terrorismo psicológico, praticado por pessoas dementes.

segunda-feira, março 01, 2004

Isto das imagens é bom para ninguém reparar que ando há semanas sem escrever nada de jeito. Entretanto, está agora a começar a cerimónia dos Óscares. Mas o prémio para melhor actor já está certamente atribuído: acabei de ver na NTV o resumo do jogo do Marco na 2ª Liga e assistir a uma fantástica cena de Avelino Ferreira Torres que, após um penalty por marcar a favor da sua equipa foi para a beira do banco de suplentes insultar o árbitro, chegando a tentar entrar em campo para o agredir. Depois de algum tempo, a polícia lá conseguiu que ele fosse saindo, não sem antes parar para insultar o 4º árbitro e desatar ao pontapé às placas e à mesa. Não contente com isso, após o fim do jogo, esperou pelo trio de arbitragem à entrada dos balneários, disposto a não deixar passar ninguém. Tudo isto incitou a turba ululante que assistia ao jogo (nesta altura já todos assistiam apenas à sua exibição). De repente, começa a aparecer cada vez mais gente, vinda não se sabe de onde, em redor do árbitro e seus assistentes, tornando a cena cada vez mais perigosa, quando se dá o golpe de teatro: o presidente levanta os braços, acalma a multidão e, num gesto magnânimo, escolta o trio até aos balneários. Uma actuação definitivamente digna de Óscar!
Quanto aos filmes em si, não vi a maior parte deles, mas do que conheço o meu prémio vai para Mystic River.

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