<$BlogRSDUrl$>

domingo, fevereiro 29, 2004

1,2,3 experiência

Esta é segundo o método do Pintelho...



...e esta segundo o da Lolita


Com dedicatória e agradecimento a ambos.

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Take a picture
Tenho que aprender a pôr imagens, que é para quando estiver assim uns tempos fora deixar qualquer coisa mais agradável que um conjunto de caracteres, como fez o Diabo. Quando estiverem ácidos e ressabiados (como agora parece que está na moda) já sabem onde ir para iluminar um pouco o dia.

Cartas ao director
O PdP é um espaço aberto a quem dele queira fazer parte. Por isso publicamos aqui este texto de uma das nossas mais fiéis leitoras, um excelente contributo para o blog:

Feira do Livro de Braga
Com grande pena minha, tens feito férias de Posts, mas para ajudar a animar o blog aqui vai um comentário a um próximo acontecimento na cidade de Braga que, se quiseres, podes publicar como carta de uma leitora: li hoje numa das nossas folhas de couve uma reportagem sobre a conferência de imprensa que anunciou a programação sobre a FLB deste ano. Na fotografia, três tristes figuras, umas com ar de grande infelicidade, outra de grande aborrecimento. A tristeza não ficava por aqui. Todo o conteúdo do anúncio da programação é triste. Dizem que, como o Estado este ano não comparticipa, vão retaliar. Como retaliam? Pois não convidando autores estrangeiros. Fiquei baralhada: acham que o senhor ministro da cultura vai sofrer noites de insónia por não haver presenças estrangeiras na FLB? Mas há stands estrangeiros, ao que parece, e anunciados com orgulho... o resto da programação é mais do mesmo. triste, sombria, sem imaginação. o Saramago não vem em Março, vem em Abril, para apresentar o novo livro (anuncia-se pois um "prolongamento" da feira do Livro). e há o festival de jazz, pelo meio. E tudo apresentado com tédio, em sofrimento, em tom ressentido. Não devia a Feira do Livro ser uma festa? A leitura é uma actividade incómoda, transformadora, muitas vezes subversiva, solar. Estes senhores - e tanto me custa ver o Zé Manel Mendes continuando a arrastar-se em tão infelizes companhias, ano após ano - apresentam-nos o modelo de Feira do Livro mais acabrunhado de que já alguma vez tive notícia. Ó senhores, se vos faz doer tanto, não a façam! Mas porque haveria isto de ser estranho se esta é uma cidade sem vida cultural, onde a cultura é um esforço e não um prazer?
Que lástima!
MBN


Não queres passar a ser postadora residente?

Classe
Carlos Alberto abriu o livro e mostrou o que sabe. Bem lapidado, há-de ser um caso sério do futebol mundial. Benni partiu tudo, hoje foi o ponta de lança perfeito. Toda a equipa demonstrou uma categoria e uma atitude própria de campeões. Alex Fergunson foi comido de cebolada pelo discurso do pobrezinho humilde satisfeito com o empate, engolindo a sobranceria e a arrogância que demonstrou antes do jogo. Mourinho voltou a demonstrar que é brilhante nestas coisas e a equipa surpreendeu tudo e todos ao assumir o controlo do jogo de princípio a fim. Depois de todos estes jogos cá na paróquia a cumprir os serviços mínimos, o FCP mostrou que é mesmo equipa de Liga dos Campeões. Há poucas equipas no mundo que conseguiriam dominar assim o Manchester United. Com um pouco mais de eficácia, a eliminatória tinha acabado. Assim, ainda temos reservado um jogo muito complicado em Old Trafford, que esta equipa do Manchester em ataque continuado é terrível. Mas com um jogo inteligente e bom aproveitamento no ataque podemos passar aos quartos-de-final. A jogar como hoje, é muito difícil que alguém nos consiga ganhar.
FCP-MUFC
O Mourinho anda com um discurso um bocado miserabilista, mesmo com todas as contrariedades não lhe fica nada bem. Espero sinceramente que seja bluff, o Fergunson está demasiado sobranceiro. O Carlos Alberto vai jogar. Se é mesmo craque, chegou a altura de mostrá-lo.
Sic transit gloria mundi
Muito tem acontecido por aí desde o meu último post, mas não faz sentido massacrar-vos agora com as milhentas coisas que tenho para dizer, comprovando-se assim uma premissa já dita e repetida pela comunidade bloguística: os blogues estão em constante desactualização. E este é dos mais desactualizados do momento. Entre a actividade partidária, universitária, futebolística, carnavalesca e televisivo-cinematográfica (já agora, aconselho a todos a evitar uma coisa chamada 21 Gramas) sobra pouco tempo para postar. Agradeço a todos os que sentiram a minha falta (sim, Pintelho, é contigo) e prometo que vou tentar manter isto tão actualizado quanto possível.
Nenhum, nenhum
Tempo para o PdP
(o último gajo que escreveu uma coisa assim passadas algumas horas já tinha publicado dúzias de posts, mas eu quando digo isto é a sério)

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Glorioso PdP!
Nestes dias em que estive afastado das lides, descubro que o Posts de Pescada ultrapassou a barreira das 1000 visitas, o que acontece numa altura em que cada vez tenho menos tempo para isto. Vou postando com menos regularidade, mas espero que continuem a vir cá. A gerência agradece.

Flor de Obsessão
Fiquei sem um dos blogues que mais gostava de ler. Pedro Lomba abandonou o barco. É um dos nomes incontornáveis da blogosfera e vamos sentir falta do seu brilhantismo. Podia não apagar o blog para matarmos saudades de vez em quando.

Eu é que sou o Prusidente
Tem cada vez mais piada esta guerrilha no saco de gatos cor de laranja. Por altura das presidenciais, Santana Lopes vai estar a falar sobre as autárquicas de 2009.

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Sugestão para o dia dos namorados
Estranhos Casos de Amor, de Cristina Carvalho
(com a devida vénia ao Inimigo Público, que me deu a conhecer esta magnífica obra literária)

Deixo-vos aqui algumas passagens do livro que todos devem oferecer nesta data mágica e de tão profundas tradições em Portugal que é o 14 de Fevereiro:
“Aos encontrões virava-a de costas, afastava-lhe as pernas trémulas e sem qualquer contemplação a montava brutal e pesadíssimo. Então, como um cão enorme, furava-a lá por baixo e ao fim de dois ou três esticões rebentava num charco quente e pegajoso”
“Não me puxa o sexo (…) tenho tanto em que pensar, em coisas várias para o dia seguinte, as compras da comida, o jantar, o, a, os, as”
“E você sapa demoníaca, há quantos anos é que não fode se é que já alguma vez fodeu? O que você precisa é de uma trancada pelo cu acima, velhaca mal parida, centopeia, gárgula (…) venha para casa e entretenha-se a esfregar o clitóris com o baralho de cartas. Vai ver que é bom”

Livro Aberto
Uma conversa sobre nós no programa de FJ Viegas. A não perder, repete amanhã às 23h e domingo às 19.30h.
Mais ninguém?
No PS instalou-se um circo, com putativos futuros líderes a saírem de todos os buracos. Ou muito me engano ou, depois do Hans Nurlufts e do Coelhone, ainda vamos voltar a ouvir falar do Tino de Rans.

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Tira o véu, tira o véu!
Tem razão o FA, foi abusivo da minha parte interpretar a famosa “lei do véu” como uma imposição exclusiva da direita. É verdade que foi o governo de Chirac que apresentou a proposta, mas esta foi apoiada por partidos à esquerda. Neste caso, é uma arrogância especificamente francesa mas que poderá alastrar a outros países (já começa a haver uns zunzuns sobre isto na Alemanha). Pessoalmente, continuo a achar que é uma lei que entra no domínio da liberdade individual e nunca deveria ser feita, até porque provavelmente vai provocar uma radicalização maior contra o Estado por parte dos muçulmanos franceses. Mas o seu a seu dono: PCF e PSF também estão responsabilizados pelas possíveis consequências.

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Estação Viana Shopping
Ainda não tinha voltado a Viana desde que a sua construção estava concluída e confesso que fiquei surpreendido pela positiva. A minha primeira reacção quando ouvi falar do shopping foi pensar numa coisa monstruosa e completamente desfasada da paisagem, receava algo que descaracterizasse a cidade, do estilo Prédio Coutinho. Afinal não. “A coisa” até nem é muito alta, não passa despercebida, é certo, mas não ofusca tudo à sua volta. O interior é agradável, não tem aquele ambiente claustrofóbico habitual em muitos edifícios do género. E, em termos práticos, é importante para uma cidade praticamente estagnada no Inverno, sempre origina algum movimento extra. Já há shopping, agora só faltam outras coisas, tipo uma dependência do Banco de Portugal…

Sardinha Biba, mais uma vez
A cassete do costume, com os históricos “I will survive”, “Anna Júlia” ou as Doce, com recente acompanhamento de Beyoncé Knowles. Continuo a acreditar que há uma cassete que corre todas as discotecas mainstream e eles até certa hora estão proibidos de sair do registo. Por volta das 4 muda a agulha e lá começa o house. Como já é tradição da casa, de cada vez que lá vou, a decoração já está mudada. Novidade seria se assim não acontecesse. Original mesmo foi o strip masculino ao som de Rammstein e a sessão erótica do rapaz da tropa protagonista do mesmo com um belo exemplar feminino pós-soviético. De resto, nada de novo: as bebidas caras, a confusão na saída, as pré-adolescentes encharcadas em vodka, etc. Mas no geral a fauna é agradável. Sabe bem, de longe a longe.

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

A cidade de Deus
A guerra urbana em toda a sua extensão. Duro, violento e assustadoramente real. Faz lembrar, em muitos aspectos, o Inferno de Patrícia Melo. Creio que está nomeado para um Oscar. Se assim for, é merecidíssimo.
A ver passar o Euro
O centro de estágio de Melgaço vai ficar fora do mapa do Euro-2004, apesar das suas excelentes condições. Com a "traição" da selecção croata, que trocou Esposende por Coruche, o Euro, neste aspecto, passa ao lado do Alto Minho. Nesta altura, impõe-se uma questão: como é que a FPF anda a fazer exigências aos construtures dos centros de estágio de modo a que estes tenham todas as condições consideradas fundamentais para receber as selecções do Euro e depois a maioria destas vai estagiar para sítios diferentes e de qualidade inferior?
Arrogâncias
De terras distantes chega réplica da minha glosa à glosa. Diz o FA que a Direita não é arrogante e não se crê a única defensora dos princípios fundamentais. Não é verdade. Então haverá maior arrogância que impor a um país estrangeiro uma mudança de regime à lei da bomba? Haverá maior arrogância que tentar fazer-nos passar a todos por estúpidos com a patranha das armas de destruição massiva? Haverá maior arrogância do que impor aos outros os estilos e práticas de vida que nós consideramos correctos? Haverá maior arrogância que a do FMI, que obriga os países a seguir práticas neoliberais de modo a conseguirem empréstimos? É que a arrogância está muitas vezes mais nos actos do que nas palavras. A Direita que está no poder na Europa proíbe os símbolos religiosos e proclama a "superioridade da civilização ocidental". O discurso fundamentalista do "bem contra o mal" não é uma clara declaração de presunção de uma superioridade moral? FA sabe tão bem como eu que os EUA arrogam-se permanentemente em grandes defensores da democracia e paladinos da liberdade. Em Portugal, é melhor nem falar. Não será arrogância decidir-se que aquilo que é uma questão de consciência pessoal seja regido por uma lei? Negar a uma mulher o direito de escolher se quer ter um filho ou não? Onde pára a liberdade individual, tão cara à Direita? Então não diga que é só a Esquerda que pratica o discurso dos iluminados pela verdade absoluta. É verdade que, porventura, também deixaremos por vezes transparecer essa sensação, o que acontece porque temos presente um facto: a Esquerda é tradicionalmente progressista e a Direita é tradicionalmente conservadora. Muitas das coisas que hoje temos como dados adquiridos foram conquistadas pela Esquerda. Não existissem forças de Esquerda e ainda hoje estaríamos a trabalhar 15 horas por dia, sem sequer fazer ideia do que fossem férias ou segurança social. Simplesmente, para mim, as ideias da Esquerda são geralmente melhores que as da Direita. É esta a minha arrogância. FA terá a sua. É o sentimento natural de quem pensa que tem razão.

P.S: As afirmações continuam hoje a ser verdadeiras.

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

A Direita de hoje
(com dedicatória ao Quinto)

A Esquerda de hoje regojiza-se com a morte de um ditador fascista mas enaletece a coerência de um ditador comunista. Distingue, sem problemas de consciência, entre bons e maus ditadores, bons e maus facínoras, bons e maus terroristas. E diz-se coerente.

A Direita de hoje regozija-se com a captura de um ditador sanguinário mas apoia ditadores que lhe são úteis. Distingue, sem problemas de consciência, entre bons e maus ditadores, bons e maus facínoras, bons e maus terroristas. E diz-se coerente.

A Esquerda de hoje apoda de belicista um líder democraticamente eleito dum dos países democráticos mais importantes ao mesmo tempo que esquece o cadastro de um ditador deposto. Sabe que a paz não é o resultado da inação mas é incapaz de agir. E diz-se pacifista.

A Direita de hoje apoia golpes de estado contra um líder democraticamente eleito ao mesmo tempo que esquece os actos criminosos de um presidente eleito com menos votos que o seu adversário. Sabe que a paz não é resultado da guerra mas não se parece importar com isso. Já se sabe que não é pacifista.

A Esquerda de hoje toma partido pelos terroristas contra as suas vítimas. Descortina motivos honrosos por detrás dos actos mais detestáveis. E diz-se nobre.

A Direita de hoje toma partido pelo terrorismo de Estado contra as suas vítimas. Descortina motivos de legítima defesa por detrás dos actos mais detestáveis. E diz-se nobre.

A Esquerda de hoje levanta polémicas que o eleitorado rejeitou ao mesmo tempo que se opõe à modernização e competitividade. Insiste, teimosamente, em modelos ultrapassados e caducos. E diz-se responsável.

A Direita de hoje rejeita que o eleitorado se pronuncie sobre uma questão de modernidade e civilização. Insiste, teimosamente, em leis ultrapassadas, caducas e desumanas. E diz-se responsável.

A Esquerda de hoje eleva o muticulturalismo ao grau de religião oficial condenando os princípios e os valores morais à extinção gradual. Protege sempre a minoria, às vezes sem saber bem porquê, sempre em detrimento do interesse comum. E diz-se tolerante.

A Direita de hoje teme o multiculturalismo e gostava de instaurar a religião oficial, defendendo hipocritamente princípios e valores morais. Discrimina sempre a minoria, às vezes sem saber porquê, falando em nome do interesse comum. E diz-se tolerante.

A Esquerda de hoje vai aprender, eventualmente, à sua própria custa, a importância que tem o bom senso na vida dos Homens.

A Direita de hoje vai aprender, eventualmente, à sua própria custa, a importância que tem o bom senso na vida dos Homens.
Já está!
Após várias reclamações, o PdP dá finalmente aos seus inúmeros leitores a liberdade de opinar. Comentários que não estejam de acordo com os princípios fundamentais do blog serão naturalmente submetidos ao lápis azul da casa. Se insistirem, mando os rottweilers atrás de vocês. Obviamente serei arbitrário, totalitário, fascizóide e porventura injusto. Espero que este post vos faça sentir que estão à vontade para comentar. Beijos e abraços.

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

Parabéns a mim
O glorioso PdP acaba de cumprir um mês de existência. Em jeito de balanço, posso comunicar às hordas de leitores que o blog ultrapassou as 600 visitas e chegou pelo menos aos 16 inbound links (não sei mais porque depois o technoratti flipou e os links tanto aparecem como desaparecem). Tem sido uma experiência agradável e descobri que afinal tenho mais tempo e paciência do que pensava para isto (até ver). Para comemorar esta data que ficará registada nos anais de história, vou instalar um sistema de comentários, provavelmente ainda hoje, para que esse imenso mar de gente que constitui a audiência do blog possa participar igualmente na construção desta já venerada instituição nacional que é o PdP. Pelo socialismo comentatório, rumo ao futuro! Venceremos!

P.S: A partir deste momento, o PdP passará a ser conhecido oficiosamente como “o blog dos 6 milhões”.

terça-feira, fevereiro 03, 2004

Mamma mia! Bravisimo!
Vemos isto e concluímos que não estamos sozinhos. Os italianos são muito parecidos connosco. Demora um pouco mas vale a pena.
O hooliganismo vimaranense
É um fenómeno estranho, mas real. Em Guimarães, como nas terras à volta (Felgueiras, Moreira de Cónegos, etc), há uma propensão inusual para o confronto físico quando as coisas não correm bem, sendo que isso se nota particularmente no futebol. Eu gosto de Guimarães, acho que até é uma cidade bonita, simpática e (heresia das heresias!) mais agradável de se estar do que Braga. O problema é que na região dos ferraris dos empresários e do trabalho infantil, é fomentada uma cultura de violência que de vez em quando emerge da lama que devia ser alvo de um estudo aprofundado. Em todo o caso, a região daria um belo campo de recrutamento para o Hamas ou o Hezbollah. Eles é que ainda não pensaram nisso.

Discos pedidos 3
Foi o momento zen da viagem. Deu na Renascença.

Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho
Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho os meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Porque você me esquece e some
E se eu me interessar por alguém
E se ela de repente me ganha
Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

Diálogo de viagem
Camioneta da Rede-Expressos, viagem Lisboa-Braga, no passado domingo. Reprodução, tão fiel quanto possível, de um diálogo entre o motorista e uma passageira, uma senhora entrada em Coimbra:

(ouvia-se na rádio o relato dos incidentes em Guimarães)
Motorista: Pois, isto em Guimarães é uma vergonha.
Passageira: Mas ontem ainda foi pior, esses insurrectos nunca aprendem.
M: Pois é, então viu o Mourinho que rasgou a camisola do outro?
P: Mas ele fez mesmo isso?
M: Claro que sim, vinha no jornal, eu vi. Onde é que já se viu, então o jornal ia escrever se não fosse verdade?
P: Tem razão, esses do Porto não sabem perder.
M: E ainda por cima foram beneficiados. Você viu o João Pinto a ir contra os placards? Foi o jogador do Porto que o empurrou.
P: É verdade, se fosse de outra equipa qualquer era logo expulso. Mas como é do Porto, não acontece nada.
M: É sempre a mesma coisa, os árbitros têm medo, nunca marcam coisas contra eles deles.
(...)
M: Então nós 3ª feira lá jogamos outra vez.
P: E os da Académica vão fazer o jogo da vida deles.
M: Pois, é sempre assim, é como diz o Camacho, contra o Benfica jogam todos bem. Se jogassem assim contra o Porto...
P: Tem razão, você viu o Leiria? Parece impossível, jogaram contra nós como nunca mais vão jogar.
M: Acho que ainda perderam esta semana. Mas o jogo vai ser bom, vamos ter o estádio cheio por causa do Fehér.
P: Pois é, coitadinho, era tão bom jogador... Mas não marcava muitos golos.
M: Ele era uma promessa, o problema foi o Porto.
P: Foi, vieram buscá-lo aqui ao Braga quando ele até estava a jogar bem para o encostar.
M: O Pinto da Costa é que lhe estragou a vida.
(...)
P: Estou confiante que vamos ganhar à Académica, mas vai ser difícil, eles ainda estão nervosos.
M: Pois, e agora não temos avançados...

Pobre Paulinho das Feiras, perde um exemplo de vida
Morreu Kaúlza de Arriaga
Algumas notas sobre o Sporting-Porto
Infelizmente, só hoje posso actualizar o PdP, mas de qualquer forma não podia deixar de comentar o jogo:

1- O Sporting demonstrou ter mais estofo do que aquele se esperava. Não se encolheu e dominou em algumas partes do jogo. Jogou bem e os adeptos ficaram satisfeitos com a exibição da equipa. O FC Porto jogou abaixo do nível a que nos habituou, com os jogadores muito longe uns dos outros e os valores individuais apagados. Conjugados esses dois factores, o jogo foi equilibrado (posse de bola: 50-50) e o empate foi justo.

2- Se o Liedson fosse jogador do FC Porto, não há a menor dúvida de que seria crucificado durante toda a semana pelas suas palhaçadas ridículas. Lucílio Baptista, que o deixou passar o jogo todo sem um amarelo, actuou à sua maneira tradicional: em caso de dúvida, decidir contra o FCP. Foi, naturalmente, elogiado pelos jornais desportivos de Lisboa, cada vez mais marcados por um anti-portismo grosseiro e primário.

3- José Mourinho exagerou no caso do Rui Jorge, já que este se limitou a seguir a indicação do árbitro para seguir o jogo. Todavia, não deixa de ser estranho que os jogadores do FCP tenham revelado maior preocupação com o estado do João Pinto que os do Sporting. Aparte a tragicomédia mal contada de Bettencourt, Mourinho virou a sua indignação para o lado errado e teve reacções despropositadas. De realçar a extrema dignidade de Fernando Santos perante toda a situação.

4- Mourinho disse também que quer ir embora. Porquê? “Porque sei que as pessoas e o futebol português não gostam de mim”. Infelizmente, é verdade. Num país atrasado, tacanho, e muito dado à inveja e à má-língua dirigidas aos que alcançam obra de mérito, seja em que campo for (ainda para mais numa instituição tão odiada como é o FC Porto), estes cansam-se e sentem vontade de ir para longe de tão medíocres mentalidades. Não fui ver o filme “Portugal SA”, mas já gosto dele só por causa daquela simples frase representativa do sentimento do treinador do FCP e que já foi certamente dita por muitos que agora são aclamados lá fora: “Estou a ficar farto deste país de merda”. Espero e creio, como todos os portistas, que tenha sido apenas um desabafo motivado pelo calor do momento, até porque Mourinho gosta de desafios e tem arcaboiço mais que suficiente para este. Ele há-de sair um dia, mas não será por causa desta gente menor. Sobre este assunto, vale a pena ler este excelente post.

Para além disso, o jogo já foi alvo de muitos comentários, uns mais lúcidos que outros. Pessoalmente, gostei do que li aqui e aqui, por exemplo. Quanto àquele que se gaba de ser “um clube diferente”, aqui fica uma correcta avaliação.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Weblog Commenting by HaloScan.com