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quarta-feira, setembro 01, 2004

Adeus, até ao meu regresso
Neste momento em que o meu país está a ser governado por uma corja de incompetentes, fanáticos e demagogos, só posso concluir que escolhi o melhor momento possível para "emigrar" (na verdade vou estudar, não sei se tecnicamente isso conta como emigrante). Entretanto, o PdP estará temporária ou permanentemente encerrado. Ou então recomeço noutro sítio. A única certeza é a de que continuarei pela blogosfera, seja como actor ou como espectador. Esta é uma despedida à Figo: eu vou abandonar, mas não tenho a certeza se vou abandonar. Um dia destes mando notícias. A terra de Vaclav Havel, de Pavel Nedved e da Pilsner (a original) espera por mim.

quinta-feira, julho 08, 2004

Euro-2004
Estive para escrever um mega-post sobre o Euro, com tudo o que vivi e tudo o que se passou, mas entretanto passou o tempo e a vontade. Mas queria dizer só uma coisa: foi a maior festa que alguma vez vi neste país.

segunda-feira, junho 28, 2004


Imagem do Barnabé

sábado, junho 26, 2004

me llaman el desaparecido
que cuando llega ya se ha ido
volando vengo, volando voy
deprisa deprisa a rumbo perdido
cuando me buscan nunca estoy
cuando me encuentran yo no soy
el que esta enfrente porque ya
me fui corriendo mas alla

me dicen el desparecido
fantasma que nunca esta
me dicen el desagradecido
pero esa no es la verdad
yo llevo en el cuerpo un dolor
que no me deja respirar
llevo en el cuerpo una condena
que siempre me echa a caminar

me llaman el desaparecido
que cuando llega ya se ha ido
volando vengo, volando voy
deprise deprise a rumbo perdido

yo llevo en el cuerpo un motor
que nunca deja de rolar
yo llevo en el alma un camino
destinado a nunca llegar

me llaman el desaparecido
cuando llega ya se ha ido
volando vengo, volando voy
deprisa deprisa a rumbo perdido


segunda-feira, maio 31, 2004

De regresso aos Infernos
É pena! Não há muitas coisas que me dêem mais prazer de ler que os textos do Pedro Mexia. E agora ainda por cima a Grande Reportagem tem-me chegado de forma intermitente. Vou comprá-lo. É inevitável.

sexta-feira, maio 28, 2004



O dia em que o sonho se tornou realidade
Partimos para o aeroporto em busca desse sonho. Onze mil, disseram. Muitos mais foram de carro ou de camioneta. Todos em busca de uma taça. Por volta das 3h, distribuíam o Público do dia. Lá podíamos ler sobre a "ponte aérea que começou às 5h". Não, não começou ainda. Ia começar. Entretido com o movimento, ia passando o tempo. "Passageiros das 5h25, passem à frente". Pois, perder o avião não dava jeito nenhum. Pouco depois, partíamos à conquista.
Primeiras imagens, ainda aéreas: campos traçados ao milímetro, uma geometria a roçar a perfeição, nem uma árvore fora do sítio. Não há dúvida, isto é a Alemanha. Aterragem em Münster-Osnabrück e todos para o autocarro, onde nos aguardava um alemão a falar espanhol (situação que se repetiu mais algumas vezes). Depois de chegarem fomos de metro para o centro de uma cidade pintada de azul. Às homenagens ao Schalke pelo seu centenário, visíveis um pouco por todo o lado, juntaram-se milhares de portugueses que invadiram a agradável cidade de Gelsenkirchen. A tarde foi de festa, comer, beber e mergulhar no mar azul e branco, pintalgado aqui e ali por uma minoria vermelha, mas ia crescendo a adrenalina à medida que a hora do jogo se aproximava. Eis-nos de volta. Entrada West-2, sector 40. Fantástica, a Arena. Um estádio que consegue ser grandioso sem perder a funcionalidade, simultaneamente monumental e acolhedor. A acústica, essa, era espectacular. "Queremos esta vitória", sempre, até ao fim. Magnífico espectáculo antes do jogo, todos brilhantemente coordenados. Aprendamos, que o Euro está aí a chegar. Mas isso agora não interessa nada. Eis que começa. Um primeiro susto, mas há Baía em grande a sair da baliza. O jogo está emperrado, o Mónaco ocupa muito bem os espaços. O Nuno Valente anda completamente aos papéis, cartão amarelo, é muito cedo, pode ser perigoso. Aproxima-se o intervalo. Carlos Alberto, golo! Explosão de alegria! Agora é não cometer erros, vamos jogar tranquilo. Intervalo. Segunda parte com o Mónaco a carregar, há que aproveitar o contra-ataque. Último golpe de génio de Mourinho no FCP: entra Alenitchev e o jogo começa a resolver-se. Contra-ataque, Deco, Alenitchev, Deco, golo! Cheira a taça. Logo de seguida, outra vez Dmitri, golo! O jogo acabou! A partir daí foi apenas delírio até ao apito final. Absolutamente esmagador! Acaba, a taça é nossa! CAMPEÕES DA EUROPA! E vemos os nossos heróis a receber a taça, a correr com ela, trazem-na para perto de nós. Festa no estádio, em festa a sair do estádio, festa até chegar aos autocarros. As horas de viagem, no autocarro e no avião, serviram-me para ir consciencializando aos poucos: não, não é sonho, ganhámos mesmo a Liga dos Campeões! Um prémio ao nosso amor e à nossa dedicação. Lá conheci quem tenha gasto milhares de euros só este ano para acompanhar o caminho rumo ao impossível, Manchester, Lyon, Corunha, Gelsenkirchen. Nunca nos iremos esquecer deste nome. Chegando ao aeroporto, após duas noites praticamente sem dormir, um sorriso nos lábios do tamanho da Europa. E lá estavam, à espera dos heróis que chegariam pouco depois, os outros heróis, os irredutíveis que aguentaram a noite toda para vitoriar quem nos deu felicidade. "Nós somos a tua voz!"

Parabéns a nós, a toda a blogosfera azul e branca, ao Boss, ao Bruno, aos blasfemos, ao Lima, ao Pedro e à Carla, ao Ricardo, ao Cafajeste, ao FJ Viegas, ao Tiago, à Lolita, à Guida, ao Rui Curado Silva, ao Manel Poças, ao Orlando, ao FMS, ao Boticário e a tantos outros. Parabéns também a todos aqueles que, sendo adeptos de outros clubes, torceram e sofreram pelo FCP (e muitos estiveram em Gelsenkirchen). Uma jornada fantástica, um dia perfeito, uma felicidade imensa. Já não é um é sonho, é uma realidade:
SOMOS CAMPEÕES DA EUROPA!

terça-feira, maio 25, 2004

EU VOU!!!



segunda-feira, maio 17, 2004

Obrigado
Pela agradável viagem na máquina do tempo que nos foi proporcionada. No estádio do regime, venceu o clube do regime, com um árbitro do regime. Só lá faltava o almirante Thomaz para entregar a taça.

sábado, maio 15, 2004

Os acidentados
A direita rasca e boçal descobriu na blogosfera um sítio para montar tenda. A desonestidade intelectual e a demagogia demonstrada pelos autores deste blog roça o patético: não conseguem escrever dois posts seguidos sem mencionarem Cuba, Estaline ou o PREC. Argumentam pelo absurdo, considerando aqueles que emitem qualquer opinião que não lhes agrade como perigosos e subversivos amantes da ditadura. Todo o seu esquema mental está orientado com base no ódio à esquerda e têm a necessidade permanente de atirar com o totalitarismo comunista por tudo e por nada. Não conseguiram mudar o chip e são hoje paranóicos da foice e do martelo, mais saudosos do muro de Berlim do que qualquer comunista ortodoxo. Serão mais instruídos que o presidente Bush mas têm a mesma visão maniqueísta de um mundo a preto e branco: de um lado estão os perigosos estalinistas, aqueles que comem criancinhas; do outro estão eles, os bons, guerreiros da liberdade e da democracia, marchando contra a maré vermelha. As melhoras.

P.S: Li qualquer coisa no referido blog contra o anonimato. E agora reparo, acho que nunca escrevi aqui o meu nome: João Viriato Nunes, estalinista-maoísta-trotskista-maoísta-marxista-leninista feroz, inimigo dos direitos, liberdades e garantias.
Toranja
Ao vivo ainda é melhor. Mesmo num ambiente como o do Enterro da Gata, no qual que a música tem menos relevância, conseguiram ter uma presença marcante e participada (não tanto como a Rute Marlene, é certo, mas não vamos exigir milagres). Foi um dos melhores concertos que vi nos últimos tempos. Surpreendente ainda a excelente versão da "Chaga" dos Ornatos Violeta.

Sem tempo para bloguices, não comentei aqui o melhor concerto do ano: José Mário Branco no Coliseu do Porto. O de Lisboa já foi bastante dissecado aqui na blogosfera. O do Porto foi igual, excepto a substituição do Fausto pelo Sérgio Godinho, que cantou ainda o "Que força é essa". Realce óbvio: o fantástico Coro dos Gambozinos.

segunda-feira, maio 10, 2004

Os longos tentáculos do polvo
À entrada de um parque subterrâneo em Lisboa, algures entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço: "Bem vindo à Bragaparques".
Eles andem aí!

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